Navios de apoio de combate

 
Uma tendência nos meios navais atuais são os navios de apoio de combate multifunção (Combat Support Ship) para apoiar missões em cenários de baixa intensidade com função secundária de atuar em cenários de média e alta intensidade. Os navios equivalentes usados em cenários de alta intensidade seriam os navios de apoio de frota.

Após o fim da Guerra Fria, as marinhas passaram a ter um número muito grande de navios para guerra convencional que não eram mais necessários ao mesmo tempo que a maioria das missões passaram a ser de baixa intensidade como apoiar missões de paz. As fragatas e contratorpedeiros eram muito caros de manter em operações tão simples. Um navio menos sofisticado se tornou necessário.

A primeira classe de navio de apoio de combate multifunção a entrar em serviço foi a Absalon da Dinamarca. Trata-se de um navio com deslocamento de um contratorpedeiro (6.600 toneladas) com um "flex deck", ou convés flexível, que permite receber módulos de missão conforme a tarefa pretendida. O convés flexível tem 90 metros de comprimento e 915m2 de área. Uma rampa roll-on/roll-off na popa é usada para desembarque de veículos.

O Absalon é propulsado por dois motores diesel de 22.300 hp, podendo atingir uma velocidade máxima de 24 nós. A tripulação é de 100 homens, mas tem acomodações para 170 pessoas e pode receber mais 130 pessoas em contêineres dormitórios no convés flexível. As instalações podem apoiar 300 pessoas como uma companhia com 200 tropas.

O convés flexível foi proposto para o transporte de unidades do exército, posto de comando de grupo de exército deslocado e plataforma para comandante de GT, base operacional avançada de forças especiais, e base para operações humanitárias. Um hospital em contêineres pode ser instalado no convés flexível. Como navio transporte pode levar 55 veículos e sete carros de combate. As instalações de um estado maior de até 75 pessoas também podem ser levadas em contêineres.


Montagem destacando o convés flexível da classe Absalon.


A popa da Absalon tem um guindaste capaz de operar lanchas SRC-90E de 7,4 toneladas. Até duas lanchas podem ser levadas e apoiaria operações anfíbias e forças especiais.


A US Navy já estudou comprar os navios da classe Albion para substituir parte dos seus navios LCS nas missões de baixa intensidade e o Comando de Operações Especiais (SOCOM) está operando um navio mercante convertido como navio de apoio de combate.

O SOCOM já usou bases flutuantes improvisadas durante a operação Praying Maints no Golfo Pérsico em 1987. As bases eram balsas que apoiavam helicópteros do SOAR e lanchas rápidas contra embarcações iranianas que atacavam navios neutros no Golfo durante a Guerra Irã-Iraque e também lançavam minas. As embarcações iranianas disparavam foguetes de 107mm, RPG-7 e metralhadoras contra a ponte de comando dos navios. Os navios podiam ter escoltas, mas as ações ofensivas eram feitas pelas forças especiais americanas. As bases inimigas eram plataformas de petróleo abandonadas.

A experiência da Guerra do Vietnã mostrou que em guerra limitadas, as tropas devem ser baseadas na costa sempre que possível. Em 1969, o USMC começou a estudar o conceito Sea Base para poder operar sem bases em terra. As operações no Vietnã do Sul mostraram que o mar era um santuário para as tropas americanas assim como a selva ajudava o Vietcong. Durante um desembarque, os objetivos geralmente ficam bem dentro do território, mas a praia é usada mais como base de apoio logístico. Então tentariam manter o apoio logístico o máximo possível no mar.

Balsa Hercules atuando no Golfo Pérsico apoiando as forças especiais americanas em 1987.

O SOCOM agora opera o MV Ocean Trader (ex-Cragside), um navio de transporte capaz de apoiar até 200 tropas. O navio foi alugado e adaptado para apoiar missões na costa da Somália e Iêmen.

O MV Ocean Trader desloca 20 mil toneladas, tem 50 tripulantes civis e é capaz de sustentar 20 nós. A modernização inclui um FLIR, sistemas de comunicações e equipamento de inteligência de sinais (SIGINT). O convoo é capaz de operar helicópteros do tamanho de um CH-53E e pode levar 560 mil litros de combustível JP5. O navio tem espaço nas laterais para quatro embarcações de desembarque.



Foto do MV Ocean Trader operado pelo SOCOM. A furtividade visual é poder ser confundido com outro navio cargueiro civil.


No início de 2019, a Royal Navy considerou a compra de navios similares ao MV Ocean Trader no programa Future Littoral Strike Ship (FLSS). O FLSS seria uma plataforma multifuncional baseada em navios comerciais adaptados. Poderiam até ser adaptados com mísseis e armas para ataque terrestre e atuar como bases flutuantes e navios de apoio. O objetivo no uso de plataformas comerciais seria diminuir os custos e acelerar a fabricação e entrada em operação.

Os fuzileiros britânicos estão colocando em operação duas unidades de nível Companhia chamadas de Vanguard Strike Companies (VSC). Cada VSC tem cerca de 150 fuzileiros e atuam junto com navios anfíbios para mobilidade. O membros do VSC também são treinados para operar em pequenas unidades de até quatro tropas. Sistemas de navegação e comunicações atuais permite esta capacidade. Antes operavam em grupos de oito tropas.

O Prevail Multi-Role Vessel (MRV) do estaleiro FSG foi proposto para o programa FLSS. O MVR é resultado da conversão do MV Ocean Trader e inclui capacidade de apoiar 400 tropas.

As lanchas rápidas Offshore Raiding Craft (ORC) do UKSF que poderia ser levado pelo MRV. As placas de blindagem podem ser vistas ao redor da cabina. Durante a Primeira Guerra Mundial, duas ou três metralhadoras podiam barrar o avanço de um batalhão de infantaria. O aprendizado usado no projeto de embarcações anfíbias que receberam blindagem contra metralhadoras.

A Royal Navy já operou por alguns anos o RFA Reliant que era um navio mercante Ro/Ro convertido para apoiar helicópteros. O navio recebeu um hangar na proa, um convoo e podia levar até cinco Sea King.


Apoio logístico

Um navio de apoio de combate de combate pode ser um navio bem útil para a MB por realizar a maioria das missões e as mais comuns. Realizaria principalmente missões de baixa intensidade, longa duração, em locais bem distantes da costa, com ou sem apoio de coalizão.

Marinhas oceânicas como a Royal Navy tem muitos navios de apoio logístico e praticamente todo grupo-tarefa tem pelo menos um, como um ou dois navios de escolta e um navio tanque, permitindo operações por períodos de até seis meses. Durante a guerra das Malvinas, a Royal Navy operou com um total de 25 navios tanque incluindo 15 convocados da marinha mercante.

A função principal dos navios de apoio é o reabastecimento de outros navios com combustível atuando como navio tanque (reabastecimento no mar). A US Navy iniciou as operações de reabastecimento ainda na Segunda Guerra quando suas escoltas no Atlântico estavam consumindo o dobro devido ao mau tempo e a solução foi levar combustível extra nos navios mercantes e depois passar para as escoltas. Na década de 1930, calcularam que o contratorpedeiro USS Mahan usava 1.800hp para navegar a 15 nós, mas contra um vento de 25 nós frontal (40 nós no total) usava 2.335hp.

Os porta-aviões da US Navy operando no Vietnã ficavam em operação por cerca 30 dias no mar e uma semana de descanso em terra. As escoltas têm autonomia de 3 a 6 semanas e teoricamente poderiam reabastecer em terra, mas costumam reabastecer no mar com frequência para manter os estoques de combustível e armas sempre cheio.

O porta-aviões São Paulo navegando na velocidade máxima consumia mais de 27 toneladas de óleo por hora. Em uma velocidade de cruzeiro de 22 nós gastava 7,5 toneladas. O navio levava 3.400 toneladas de óleo e 1,5 milhões de litros de QAV. Uma fragata classe Niterói leva 480 toneladas de combustível com autonomia de 45 dias.

A MB opera o navio tanque Almirante Gastão Motta (G23) desde 1990. Com um deslocamento máximo de 10 mil toneladas e velocidade máxima de 20 nós, pode levar 5 mil toneladas de carga. O G23 é o único navio tanque disponível da Esquadra e a MB pode precisar de outro navio tanque quando estiver indisponível em manutenção demorada. Outros navios maiores poderiam realizar reabastecer navios menores como o NAM Atlântico e o NDM Bahia, mas serve mais como treinamento.


O Gastão Motta reabastecendo um navio anfíbio da classe Mistral. O Gastão Motta pode levar 4.400 toneladas de combustível, sendo 5.100.000 litros de diesel MAR-C e 608.000 litros de JP-5, mais 200 toneladas de suprimentos diversos. O navio está equipado com uma estação de transferência de cargas (RAS - Replenishment at Sea) em cada bordo a meia nau.


O NDM Bahia reabastecendo uma fragata classe Niterói.

O estaleiro polonês MMC & Remontowa propôs um navio de apoio logístico furtivo (Stealth Logistic Support Vessel) para a marinha da Polônia. O navio teria 116 metros de comprimento e um deslocamento de 6.100 toneladas e seria operado por 60 tripulantes. A propulsão é por dois motores diesel com 5.000 kW e dois motores elétricos de 2.500 kW. A velocidade máxima é de 20 nós e o alcance de 8.000 milhas a 15 nós com autonomia de 30 dias.

O navio tem um convés flexível capaz de levar 11 contêineres de 20 pés ou oito blindados ou caminhões com rampa traseira para desembarque. A capacidade de transporte de combustível é de 1.500 toneladas de combustível naval, 50 toneladas de combustível de helicóptero e 200 toneladas de água. Uma regra simples é considerar que um navio de reabastecimento pode apoiar o mesmo deslocamento, então o MMC poderia apoiar duas fragatas classe Niterói ou três corvetas classe Barroso. A maioria das missões da MB é de treinamento então a pequena capacidade de apoio logístico do MMC seria suficiente ou então daria conta de apoiar um grupo tarefa pequeno com navios pequenos como corvetas. A maioria das missões operacionais são cenários de baixa intensidade como as missões de paz com um ou poucos navios.


O navio da MMC foi projetado para realizar várias missões como reabastecimento de líquidos e sólidos, operações de helicópteros, transporte de veículos, ajuda humanitária e patrulhas de longo alcance.


Montagem do projeto da MMC com maior tamanho incluindo um convés de armas no meio do navio para levar lançadores de mísseis.


Um navio de apoio com capacidade de reabastecimento de outros navios seria um tipo de navio de apoio de combate pois a maioria dos projetos tem função de apoio logístico ou transporte rápido. As missões de longo alcance/longa duração precisam também de suprimentos, água e manutenção. Contêineres de 20 ou 40 pés instalados no convés ou compartimento de carga podem ser usados para deslocar instalações modulares como hospital, centro de comando, dormitório e oficina de manutenção.

Além de apoiar outros navios no mar, os navios de apoio logístico estão apoiando tropas em terra, e transportando tropas, veículos e equipamento. Geralmente são missões de paz. A maioria das missões de paz tem um pequeno contingente e não precisa do apoio de um grande navio como NDM Bahia para serem transportados. Um navio de apoio de combate pode levar tropas, veículos e cargas para apoiar um contingente menor. Pode até permanecer no local para apoio logístico durante as fases iniciais. O convés flexível é um dos requisitos e precisa de instalações para apoiar a tropa como banheiros e cozinha.

Atuando como transporte de tropas, geralmente também levam veículos e suprimentos por um período de tempo, 20 ou 30 dias de operações. Por exemplo, um esquadrão do SAS deslocado para as Malvinas preparou 15 toneladas para um esquadrão com 65 tropas, mas ainda usou os suprimentos dos navios onde eram transportados.

Os navios anfíbios são projetados com a capacidade de levar tropas, cargas e veículos além dos meios de levar até a praia. No caso de um navio de apoio de combate, geralmente serão ações de baixa intensidade e podem até ir direto para um porto. Os veículos de desembarque podem ser botes de borracha ou os helicópteros que também irão levar as cargas. Os botes de borracha não têm capacidade de levar veículos até a praia e a única opção seriam pequenos veículos 4x4 levados pelos helicópteros.

O projeto Crossover do estaleiro Damen é outro navio de apoio de combate com formato de fragata e que usa conceito de modularidade. O navio não tem capacidade de atuar como navio tanque e se concentra nas funções de transporte e apoio logístico.

O Crossover na verdade são vários projetos que variam de 4.500 a 5.330 toneladas e capazes de levar de 150 a 200 tropas adicionais. As variantes têm especializações como segurança, apoio logístico, navio anfíbio e combatente. Dependendo dos equipamentos instalados e planejados, o Crossover pode realizar missões de guerra marítima (ASW, ASuW e AAW), operações anfíbias, apoio a forças especiais, ajuda humanitária, segurança marítima, transporte estratégico, busca e salvamento, apoio logístico, guerra de minas, apoio de drones aéreos e de superfícies e hidrografia.

O projeto Crossover do estaleiro Damen foi pensado desde o início como um navio modular.

Destaque do convés flexível do Crossover. O convés flexível do Crossover é mais curto que o da classe Absalon, mas é mais largo na popa e considera parte da área do hangar e porão de carga.

Outra possível função dos navios de apoio de combate é atuar como plataforma de helicóptero apoiando ações no mar e em terra. As instalações de helicópteros incluem convoo e um grande hangar para manutenção e reabastecimento que agora fazem parte dos projetos dos navios de apoio. As missões de apoio aéreo aproximado consomem muito combustível e munição. Os porta-aviões da US Navy costumam realizar operações aéreas por três a quatro dias e depois reabasteciam e rearmavam.

Um exemplo seria a retomada das Ilhas Georgia do Sul em 1982 pelos britânicos. O GT enviado consistia de duas escoltas e dois navios de apoio equipados com helicópteros Wessex e 120 tropas dos fuzileiros, SAS e SBS. Foi uma incursão anfíbia que não necessitava de meios sofisticados pois não era esperado ameaça aérea e havia poucas tropas argentinas no local. A missão iniciou com o reconhecimentos de locais onde poderiam ter tropas argentinas. Primeiro tentaram infiltração com helicópteros, mas o mau tempo atrapalhou. Depois tentaram infiltrar com botes de borracha. A missão de reconhecimento poderia ser realizada agora por drones. Estimavam que demoraria cinco dias entre a inserção, movimentação até o ponto de observação e o reconhecimento, sendo que um drone poderia iniciar assim que chegassem e nos vários pontos suspeitos de terem tropas argentinas. O drone poderia ser lançado a cerca de 500 km da ilha para gravar imagens e depois ser recuperado sem precisar de linha de visada de rádio. Durante a noite até os helicópteros ou navios equipados com um FLIR de longo alcance poderiam ser usados.

O porta-aviões Hermes foi usado para lançar helicópteros Sea King a noite para desembarcar patrulhas de reconhecimento do SAS e SBS ao redor das ilhas Malvinas. Se aproximava rápido com duas escoltas e depois fugia rápido antes do amanhecer. É uma tarefa que poderia ser passada para navios menores como os navios de apoio de combate sem arriscar uma unidade de alto valor.

Para conseguir um bom efeito de choque, o USMC planeja desembarcar o primeiro escalão de assalto em 90 minutos. Seria 5.500 tropas e 425 toneladas de carga equivalente a uma Brigada reforçada. O assalto aéreo atingiria pontos até 80km dentro da praia. Usariam helicópteros com capacidade de carga de 2 e 4 toneladas. Calcularam que seria necessário 300 saídas da aeronave menor ou 105 da aeronave pesada. Seria necessário uma frota de 100 helicópteros médios e 53 pesados. Uma força do tamanho de uma Companhia com 150 tropas seria 36 vezes menor e precisaria de 5 ou 6 helicópteros médios. O número pode diminuir se aumentar o tempo da operação. Um navio de apoio de combate leva poucos helicópteros, mas as escoltas podem levar helicópteros adicionais.



O hangar da Classe Absalon é capaz de receber dois helicópteros de médio porte como o Merlin. Mais de um tipo de helicóptero pode ser necessário como um Esquilo ou H-135 para operações mais simples e uma aeronave mais sofisticada como o Lynx e MH-16 para tarefas mais complicadas.


Os drones agora estão tomando o lugar de parte das missões dos helicópteros embarcados. A imagem é do lançador de um drone ScanEagle sendo lançado da fragata australiana HMAS Newcastle durante operações no Oriente Médio. O Scaneagle pode operar de embarcações bem pequenas. Foi testado no NaPaOc Amazônia e já está em operação na MB.

Os transportes de alta velocidade (Auxiliary Personnel Destroyer - APD) da US Navy na Segunda Guerra mundial eram contratorpedeiros mais antigos adaptados para levar uma Companhia de fuzileiros de 120 soldados por 48 horas (podendo levar até 200) e 40 toneladas de cargas como um obuseiro de 75mm e munição. Seriam usados em pequenas incursões em praias inimigas. Os navios também podiam realizar apoio de fogo naval com seus canhões se necessário. Quatro embarcações de desembarque LCPL eram levadas para desembarcar as tropas e cargas.

Apesar do termo "rápido", eram relativamente lentos, navegando a no máximo 25 nós, mas era bem mais rápido que a maioria dos navios transporte de tropas da época. A velocidade podia ser usada para fugir caso fosse necessário. Realizavam outras missões como escolta de navios de transporte, transporte de carga e passageiros e operações de minagem.

Os APD foram planejados para operar em ilhas defendidas por submarinos. Recebiam as tropas dos navios de transportes tropas e levavam até a área de desembarque durante a noite a cerca de 350 km. O navio tinha requerimento de ser rápido e capacidade de apoio de fogo até com metralhadoras. Esta missão já tinha sido feito antes em Galipoli quando dois couraçados foram afundados por submarinos e queriam evitar navios parados na costa. O Japão também usou contratorpedeiros e cruzadores para transportar tropas para reforçar suas ilhas no Pacífico.

O APD podia levar uma companhia de fuzileiros e cinco a nove APD levavam um batalhão, mas sem o equipamento pesado. Geralmente transporta por alguns dias ou só a curta distância. Até os contratorpedeiros não convertido realizavam a missão aproveitando as embarcações de desembarque outros navios. Em 1941, foi proposto operar por 30 dias levando 148 tropas. Foram usados para levar equipes de reconhecimento e demolição. Três APD apoiavam uma divisão de fuzileiros e podiam ser usados como navio de comando (flag ship).

Os APD mostraram ser bem úteis e 26 foram convertidos durante a Segunda Guerra. Faziam apoio de fogo localizado e liberavam os contratorpedeiros mais sofisticados para outras missões. Os APD continuaram a ter capacidade de guerra anti-submarino com cargas de profundidade e sonar de ataque. Também faziam escolta dos grupos anfíbios. Depois da Segunda Guerra, a US Navy queria converter mais contratorpedeiros pois mostraram ser bem úteis.

A US Navy operava 11 APD e queriam chegar a 100 navios. Em setembro de 1943 foi sugerido converter 100 contratorpedeiros de escolta para APD. No total foram 95 convertidos. Cada APD levaria 160 tropas, quatro LCVP, seis veículos 4x4, dois caminhões de 1 tonelada, quatro obuseiros de 75mm e quatro carretas de munição. O APD tinha capacidade de levar 170 metros cúbicos de munição, cerca de 3,5 toneladas de carga e mil litros de combustível. A missão do APD era tomar ilhas pequena ou uma cabeça de praia de até 5km de profundidade por duas semanas. Após a Segunda Guerra atuavam mais nas fases inicias de um assalto anfíbio como reconhecimento e lançando mergulhadores de combate.

Durante a Guerra da Coréia, os APD realizaram missões de infiltração de agentes, incursões e assaltos anfíbios e evacuação de tropas. O APD continuou sendo útil durante a guerra no Vietnã. Eram usados para transportar equipes de reconhecimentos e mergulhadores. Eram usados como centro coordenação de interdição no mar para bloqueio, vigilância, reconhecimento eletrônico e operações de engodo. O último APD foi retirado de serviço em 1969. Quatro receberam modernização FRAM com dois lança-torpedos Mk32, sonar, contramedidas eletrônicas e um CIC maior. Sete foram usados como navio de comando (flagship) comandando divisão de contratorpedeiros, flotilha de navios de assaltou com esquadrão de transporte.

Os APD não tiveram substitutos pois apareceram outros meios para apoiar incursões com pequenas unidades como os helicópteros e os submarinos lançando mini submarinos para transporte de mergulhadores. Os navios escolta não levam helicópteros em número suficiente e os submarinos apoiando eram melhores para conseguir surpresa ou operar em local com muita ameaça, apesar de serem bem menos capazes que os APD.

Foto do USS Begor, um transporte rápido da classe Crosley. Foi uma adaptação dos contratorpedeiros de Escolta. O navio desloca 1.450 tons e leva 160 tropas. A velocidade máxima era de 23 nós e a velocidade de cruzeiro de 15 nós. Para a época era um transporte "rápido" visto que os navios de transporte da época tinham velocidade máxima de 11 nós como a classe Liberty e 13 a 16 nós para os LST. A classe demorou a ficar pronta para atuar na Segunda Guerra, mas atuou na Guerra da Coréia levando os Commandos britânicos para atuar atrás das linhas sabotando linhas férreas (foto).



Um navio equivalente atualmente aos APD seria os HSV como mesmo deslocamento, mas com dobro da velocidade de cruzeiro, mas o HSV só faz transporte ponto a ponto, de um porto ao outro.



Devido a falta de peças de reposição para os seus contratorpedeiros classe Type 42, a Argentina resolveu converter o ARA Hércules como navio de transporte rápido com capacidade de levar 238 fuzileiros. O navio recebeu um hangar capaz de levar dois helicópteros Sea King armados com mísseis AM-39 Exocet.

Módulos da Crossover na função de incursão anfíbia. A imagem mostra o sistema de lançamento e recuperação de um drone ScanEagle. O drone é usado para apoiar as missões de Comando & Controle de uma incursão anfíbia. Pode acompanhar as embarcações de desembarque, vigiar a zona de desembarque e detectar forças inimigas. As imagens de corte interno da Crossover mostram que o hangar recebe contêineres o que sugere que também é usado como convés flexível.


O projeto das quatro fragatas F-125 da Alemanha teve uma abordagem diferente sendo uma fragata capaz de atuar em cenários de baixa intensidade como missões de estabilização, missões de paz, capacidade de apoio de fogo naval, apoio a forças especiais e controle de ameaça assimétrica. A tripulação é de 110 homens com capacidade adicional de 80 incluindo o pessoal de aviação. O navio tem quatro pequenos conveses flexível cada um podendo levar contêineres de missão ou embarcações RIBH de até 10 metros. O navio foi planejado para realizar missões de longa duração de até 2 anos com troca da tripulação no meio da missão.


A F-125 tem dois recessos nos costados para embarcações semirígidas infláveis (RHIB) usadas pelas tropas embarcadas em incursões em terra ou tomada de outras embarcações.


As escoltas atuais estão sendo projetadas com um pequeno convés flexível. A imagem é do convés flexível de uma fragata Type 26 da Royal Navy. O espaço permite levar contêineres modulares.

Container dormitório adaptado.

Ainda na função de transporte estratégico, uma missão defensiva seria a evacuação de brasileiros em uma país em crise. O navio precisaria de uma boa velocidade para cobrir grandes distâncias e chegar rápido ao local se não for possível pré posicionar prevendo a possibilidade de uma missão de evacuação. Os navios de passageiros atuais fazem geralmente mais de 20 nós em cruzeiro. Seria uma velocidade de referência, mas a velocidade econômica dos comboios costuma ser de cerca de 15 nós e as escoltas manobram na velocidade de evolução de 18 nós para manter ou trocar a posição na formatura.

Na Segunda Guerra, os submarinos tinham velocidade média de 10 nós e um navio navegando a 15 nós estava relativamente protegido. No fim da Guerra apareceram os submarinos com velocidade de 16,5 nós submersos e aumentaram os requisitos dos navios anfíbios para 20 nós para acompanhar as escoltas. Os submarinos nucleares e os mísseis anti-navio deixou este requisito desnecessário. A velocidade de 20 nós foi mantida para dar versatilidade. Em distâncias mais curtas como no Atlântico e Mediterrâneo, a velocidade de 13 nós era suficiente.

A US Navy costuma enviar seus navios para locais em crise e ficam pré posicionados esperando serem chamados. Um exemplo foi a evacuação do Vietnã do Sul em 1975 quando previam a possibilidade de derrota e estavam preparados com um grupo tarefa com um porta-aviões no local.

Enviar uma escolta como uma fragata para apoiar missões de evacuação implica em enviar também um navio de reabastecimento. Seria mais simples enviar o navio de reabastecimento com capacidade de realizar a evacuação ou os dois atuam juntos na missão com capacidades complementares.

Transporte de equipamentos e suprimentos em missões apoiando crise humanitária ou desastre (humanitarian assistance/disaster relief - HADR) seria outra missão. O tamanho e a quantidade de carga pode ser pequeno e a velocidade seria mais importante. Geralmente enviam navios Anfíbios na missão e continuam sendo necessários em caso de grandes cargas.

Um convés flexível pode ser transformado em um centro hospitalar de primeira linha embarcado apoiando ações próximo a costa como em caso de calamidade pública ou operações militares convencionais. Uma opção seria a possibilidade de deslocar o hospital para uma base em terra. A enfermaria deve ser capaz de apoiar cerca de 2% da tripulação ou poucos leitos. Para apoiar feridos durante um assalto anfíbio deve ter uma enfermaria maior e podem ser instalados no convés flexível.


Detalhes do projeto Crossover com módulos para atuar como navio hospital no convés flexível.

Outra função que está sendo adicionada aos navios de apoio o Comando & Controle (C2). A classe Absalon foi projetada para apoiar um Estado Maior de Grupo Tarefa de 75 pessoas para missões de C2, ou o comando de um Batalhão de infantaria. Operam em contêineres adaptados para a missão e usam os sistemas de comunicações do navio. Os navios de comando de unidades de maior tamanho passaram para bases em terra graças as comunicações por satélite.

Levando uma Companhia de fuzileiros ou equivalente, a unidade de comando seria equivalente a um pelotão de comando enquanto está no navio. Depois passa a operar em terra dependendo da missão, incluindo os veículos. O Grupo Tarefa ou comboio também pode estar usando o navio como flag ship. As escoltas não são adequadas para apoiar operações anfíbias pois podem ter que se afastar para outra missão.

Atuar como flagship já foi uma das missões das escoltas. Os contratorpedeiros atuavam como líder de flotilha de torpedeiros enquanto os cruzadores atuavam como líder de flotilha de contratorpedeiro. Os contratorpedeiros eram tantos que os contratorpedeiros maiores tiveram que atuar como líder de esquadrão. Os comboios eram liderados por contratorpedeiro, geralmente os mais bem equipados.

Como centro de comando, o navio precisa de um COC (centro de operações de combate), sala reuniões (war room) e salas para oficiais como inteligência, operações e logística. As comunicações precisam estar operando 24 horas por dia. São necessários comunicações de longo alcance com a terra e navios, curto alcance com navios, unidades aéreas e tropas em terra. Pedir apoio de fogo é um exemplo e precisa de um centro de coordenação de armas. O navio precisaria de sistemas de COMINT (inteligência de comunicações) para apoiar as operações, mas podem estar disponíveis em outras escoltas.


A classe Ary Parreira seria um exemplo de navio de apoio de combate da MB, mas sem muitas das capacidades citadas. A classe Ary Parreira desloca 7.433 toneladas e pode levar 4.000 toneladas de carga. A velocidade máxima era de 15 nós. As cargas são passadas para as embarcações de desembarque por guindaste o que é demorado. Os navios doca aproveitam menos o espaço interno, mas carregam e descarregam mais rápido o que é mais importante. O desembarque tem que ser rápido para evitar contra-ataques e por isso tem que descarregar a carga de assalto em 12 a 24 horas.



Um exemplo mais recente de navio que poderia atuar como navio de apoio de combate seria o NDCC Almirante Saboia (G-25). O G-25 desloca 6.700 toneladas, tem 49 tripulantes e atinge uma velocidade máxima de 17 nós.

Patrulha oceânica

As patrulhas de longo alcance e a patrulha oceânica costumam ser além das 12 milhas do mar territorial. Seria uma função secundária dos navios de apoio de combate pois estaria superdimensionado para a missão. Por outro lado, o navio-patrulha oceânico Apa (classe Amazonas) realizou patrulhas na costa do Líbano em 2015 durante 110 dias. Os navios da MB costumam operar por cerca de seis meses como parte da FTM-UNIFIL e um navio grande teria vantagens como no caso do conforto dos tripulantes em vagens longas. Um navio de apoio de combate pode ser usado como plataforma de apoio para operações de contra-terrorismo, combate ao tráfico de droga e outros atos ilícitos no mar, sanções marítimas e aplicações de bloqueio.

Desde a década de 2000 que a costa da Somália vem sendo um local de alto risco para ataques de piratas contra navios mercantes. A MB já estudou o envio de uma fragata para a região para combate a pirataria como parte de uma força tarefa mundial em ação no local. O MV Ocean Trader do SOCOM foi uma boa escolha por ter aparência de navio mercante e pode até ser uma isca para piratas. Os recursos para a missão são drones para busca, helicópteros e embarcações RHIB para abordagem.

Em 2009, a US Navy enviou uma fragata, um contratorpedeiro e um navio anfíbio para auxiliar no resgate dos tripulantes do navio Maersk Alabama. Apenas o MV Ocean Trader ou similar seria necessário para apoiar os drones, helicópteros e forças especiais usados na operação.


Nas missões de abordagem são usadas Embarcações Tubulares Rígidas Híbrida.

Módulos da Crossover para missões anti-pirataria. O navio apóia a operação de forças de abordagem, embarcações rápidas, helicópteros e drones.

A Holanda usava fragatas para patrulhar suas colônias no caribe em missões anti-pirataria, anti-contrabando, estabilização e segurança. Eram navios caros de comprar e operar nesta função e resolveram projetar o navio patrulha oceânico classe Holland com tamanho de uma fragata para operações de longo alcance e longa duração. Outra função era fazer transporte emergencial. O navio tem espaço adicional para 40 tropas além dos 54 tripulantes. Os navios podem ser modificados para atuar como escoltas adicionando sensores e armas.


Busca e salvamento em alto mar seria outra missão de um navio de apoio de combate. Um bom exemplo é o voo 447 que caiu no meio do Atlântico em junho de 2009. A MB enviou as escoltas Constituição e a Jaceguai para apoiar as buscas. Foram apoiados pelo navio tanque Gastão Motta. Também atuaram o navio-patrulha Grajaú e a corveta Caboclo. Navios franceses também auxiliaram nas buscas.

Não havia necessidade de enviar navios tão sofisticados e sim navios mais simples com grande autonomia capazes de operar em alto mar como os navios de patrulha oceânicos classe Amazônia que não estavam disponíveis na época.

A missão mais comum é enviar um fragata para evacuação de doente em navios mercantes em alto mar ou atuar como base de reabastecimento de helicóptero para aumentar o raio de ação em missões EVAM.

Um tipo de missão de busca e salvamento de combate (CSAR) pré-planejada é a "lifeguard". São navios preposicionados nas rotas de aeronaves operando sobre o mar para apoiar incursões aérea. O navio pode ser uma base para helicóptero CSAR apoiando aeronaves operando em terra. Na Segunda Guerra Mundial, a US Navy usava até submarinos em posição avançadas na frente de batalha na função de lifeguard.

O resgate do voo 447 foi apoiado por vários navios da MB. O local era no meio do Atlântico e precisava do apoio de navios de grande porte.



Navio Escola

Navio Escolta Brasil (U27) foi incorporado à Marinha do Brasil em 1986 e está chegando no fim da vida útil. Um navio de apoio de combate pode ser um dos substitutos aproveitando a modularidade para realizar mais uma missão. O navio escolta anterior eram navios de transporte de tropas adaptados como o Custódio de Mello. O navio tem como missão secundária atuar como como navio-hospital para evacuação de baixas ou não-combatentes.

O NE Brasil foi baseado no casco da fragata classe Niterói com o armamento removido e e o espaço interno modificado para alojar o pessoal adicional e instalar o equipamento necessário à instrução. O navio recebeu um Centro de Informações de Combate (CIC) equipado com Sistema de Controle Tático, Comando e Controle SICONTA. Os recursos de ensino a bordo incluem: Sistema de Simulação Tática e Treinamento SSTT-2; simulador nacionalizado de controle de avarias; compartimento de direção de tiro; compartimento para ensino de navegação com diversos equipamentos de repetição; auditório com 206 lugares; duas salas de aula; e circuito fechado de TV.

O navio pode levar mais de 150 guardas-marinha além de 32 oficiais e 219 praças. O NE Brasil passa de cinco a seis meses por ano no exterior, adestrando a turma de guardas-marinha saída da Escola Naval em dezembro do ano anterior.

Um navio de apoio de combate com um grande convés flexível pode ter a área utilizada para formaturas, recepções diplomáticas ou instrução. O local receberia os contêineres especializados com o SSTT, além de salas de aula, laboratórios e estúdio de TV. Parte da área poderia ser convertida em auditório. Com um ritmo operacional alto, mais de um navio seria necessário para receber os módulos de ensino e dividir a função de navio escolta.

Várias marinhas têm navios de treinamentos. Um que merece nota é o cruzador de treinamento Deutschland de 5.600 toneladas que foi operado pela Marinha alemã. O navio atuaria como navio multipropósito em tempo de guerra podendo realizar transporte de tropas, navio hospital, lança minas e escolta.


O navio escola Brasil está chegando no fim da sua vida útil.


Guerra convencional

Cenários de média ou alta intensidade não são a função principal, mas eventualmente os navios de apoio de combate podem ter que operar nesta situação. Podem operar sozinhos, como parte de um grupo tarefa ou juntos com outros navios de apoio de combate. Em uma guerra convencional um navio de apoio de combate poderia atuar como escolta auxiliar em apoio a comboios ou em grupos de ação de superfície. O mais provável seria atuar como figurativo inimigo, ou agressor, em treinamentos de guerra convencional.

Na Segunda Guerra Mundial, os contratorpedeiros de escolta eram as escoltas mais simples usados para defender os comboios de navios mercantes. Operavam no lado oeste e no meio do Atlântico onde a ameaça de aeronaves e submarinos era bem menor. Depois passavam o comboio para as escoltas mais capazes que dariam cobertura nas áreas com maior ameaça próximos da Europa. Os contratorpedeiros de escolta não precisavam de alta velocidade e armas sofisticadas e tinham capacidade limitada em todas as áreas.

Os contratorpedeiros mais sofisticados eram usados para proteção de Grupos Tarefa com porta-aviões. Eram necessários de três ou quatro navios mais capazes com boa capacidade de defesa aérea e o resto seria navios mais simples. Os contratorpedeiros que operavam no mar Mediterrâneo estavam mais ameaçados por aeronaves baseadas em terra e lanchas torpedeira e por isso tiveram seus torpedos trocados por artilharia antiaérea.

Um navio escolta com capacidade de guerra convencional precisa considerar quatro capacidades principais: guerra antiaérea, guerra de superfície, guerra antissubmarino e apoio de fogo naval.

A MB tinha sua capacidade de guerra antisubmarino centrada no NAe Minas Gerais e depois no NAe São Paulo para operar os helicópteros Sea King na missão. Se o navio estivesse inoperável, os helicópteros teriam que operar em navios anfíbios com limitação no número de aeronaves.

O ideal é manter dois helicópteros com sonar cobrindo o trajeto de um Grupo Tarefa ou Comboio em busca de submarinos inimigos em locais de grande ameaça. Enquanto um helicóptero faz busca com o sonar o outro está se posicionando. A regra é ter seis helicópteros para poder manter dois no ar por longos períodos. Então três navios de apoio de combate com capacidade de levar dois MH-16 poderiam realizar a missão que antes era realizada pelo porta-aviões Minas Gerais. A capacidade das escoltas de levar o MH-16 deve ser considerada, mas a MB ainda não opera nenhuma escolta com esta capacidade. Um navio de apoio de combate seria uma forma de suprir esta limitação sem ter que deslocar um navio para apoiar helicópteros como um navio de desembarque ou caso o NAM Atlântico esteja indisponível.

A US Navy projeto as fragatas da classe FFG-7 com a capacidade de levar dois helicópteros já considerando a possibilidade de manter sempre um operacional. Os helicópteros poderiam conferir contatos com os sonares de longo alcance e poderia atacar a uma distância superior aos torpedos disparados pelo lança-foguete ASROC.

Durante a Guerra Fria, a US Navy estudou equipar alguns navios mercantes com o sonar SQS-26. O calado maior era ideal para um sonar. Outra opção são os sonares rebocados passivos (Towed array) que são mais baratos que os sonares de casco e não sofrem interferência de um navio barulhento.



A classe Absalon tem um compartimento interno onde ficam os tubos de torpedos.

Detalhes do sonar rebocado da Crossover. O sonar rebocado seria um módulo de missão opcional.

Os contratorpedeiros foram criados para proteger os couraçados contra os ataques das lanchas torpedeira, mas também podiam ser usados como torpedeiros aproveitando a grande velocidade e por isso foram armados com torpedos. Os torpedos eram a principal arma ofensiva e depois os porta-aviões passaram a ser a arma ofensiva principal com os contratorpedeiros atuando mais como escoltas. Os mísseis anti-navio deram novamente capacidade ofensiva para as escoltas com os helicópteros equipados com mísseis sendo o componente aéreo.

Os canhões passaram a ter capacidade anti-navio secundária, principalmente contra embarcações leves e passaram a ter função principal de apoio de fogo naval. Para exemplificar, a torre de Mk 42 de 127mm tinha uma probabilidade de acerto de 6% contra um navio a 17 km de distância ou cerca de 2,5 acertos por minuto. Os mísseis Terrier e Tartar tinham capacidade anti-navio, mas os canhões era um meio de evitar disparar um míssil muito caro contra um navio e seriam necessários vários disparos pois a ogiva dos mísseis era inadequada.

Realizar tiro de advertência seria o uso mais provável contra navios que não cooperam. Geralmente fazem graduação de força com uma peça menos potente até uma peça mais potente. A US Navy considera o principal ameaça de superfície atual os ataques de saturação de pequenas embarcações suicidas e para isso está equipando suas escoltas com canhões automáticos de 57mm.

Os navios da classe Absalon foram armados com 16 mísseis Harpoon para apoiar missões anti-navio. É o padrão atual já considerando que seria necessário um grande número de mísseis para saturar defesas modernas. A capacidade anti-navio "modular" também pode vir na forma dos helicópteros. Os UH-15 da MB podem levar dois mísseis Exocet com alcance de 70km. Se for disparado de um helicóptero o alcance aumenta em pelo menos 250 km. Em um combate navio contra navio significa que um navio de apoio de combate pode disparar bem antes que uma escolta. A capacidade do UH-15 pode ser adicionada aos MH-16 com os mísseis Penguin e os Lynx com os mísseis Spike.

As novas fragatas da US Navy da classe Constellation serão equipadas com 16 mísseis anti-navio NSM para ter capacidade de saturação. Quando o míssil Harpoon entrou em operação os requisitos eram dois mísseis nos lançadores ASROC mais duas recargas no paiol. O ASROC também podia ser equipado com o míssil anti-radar Standard-ARM que podia ser disparado contra alvos no mar e em terra.

Em 1967, lanchas lança-mísseis do Egito afundaram o contratorpedeiro Eliat israelense com um míssil Styx. Equipar os helicópteros embarcados com um radar de busca e mísseis anti-navio foi uma reação. Ao invés de instalar um míssil de longo alcance em um navio para disparar contra os navios inimigos antes que fosse atacado, outra solução seria usar um helicóptero para encontrar e atacar os navios inimigos. O míssil poderia até ser bem menor no caso da ameaça serem as lanchas lança-mísseis como no caso do ataque a Eliat. A outra opção é indicar alvos além do horizonte para os mísseis dos navios.

A Royal Navy usava o helicóptero Lynx para esclarecimento. O radar Seaspray tinha alcance de 80km contra alvos no mar e era necessário fazer várias varreduras ao redor do navio para cobrir toda área de interesse. A versão mais atual AW159 Wildcat com radar Seaspray 7400E tem alcance de 180km. O helicóptero decola, sobe até 3 mil pés (cerca de mil metros) e já tem as informações ao redor do navio após poucas varreduras com o radar. Dados do MAGE e do FLIR podem ajudar a identificar os contatos.

Nas missões anti-navio, um navio de apoio de combate lembra os cruzadores auxiliares da Segunda Guerra. Eram navios mercantes rápidos armados para proteger comboios. Os cruzadores iam na frente dos comboios para proteger contra cruzadores inimigos que eram a principal ameaça. O papel de reconhecimento a frente de um comboio passou para as aeronaves. Atualmente são usados helicópteros que também podem atacar as ameaças com mísseis. No início do século XX, a US Navy estimava que quatro cruzadores poderiam acabar com o comércio marítimo de um país. Hoje seriam navios equipados com helicópteros contra países com pequenas marinhas. O contratorpedeiro é o menor navio capaz de operar de forma independente contra marinhas pequenas.


O UH-15B Caracal da MB pode ser armado com dois mísseis Exocet AM39 B2M2 para missões anti-navio.


O convés de armas da classe Absalon pode receber até 16 mísseis Harpoon.


Convés de armas da fragata classe Formidable de Cingapura. Os mísseis foram retirados e no local foram instalados um guincho para operação com embarcações RHIB em operações de baixa intensidade.

 

A capacidade de atacar alvos em terra seria com um canhão. As F-125 alemãs foram equipadas com um canhão Otobreda 127mm com munição guiada Vulcano com alcance 100km e futuramente receberá mísseis RBS-15 Mk4 com capacidade de ataque terrestre. Na MB, a prioridade seria armar as escoltas enquanto um navio de apoio de combate teria a vantagem de ter muito espaço disponível para levar munição ou lançadores em container.

A Royal Navy enviou três fragatas para realizar apoio de fogo naval contra alvos na Líbia em 2011. Foram disparados 240 tiros de 114mm contra alvos entre Zlitan e Misrata. Os alvos eram postos de segurança, veículos armados e lança-foguetes BM-21. As granadas iluminativas eram usadas em situações onde tropas leais a Kadafi colocavam os lança foguetes próximos a prédios. Os flares caindo de pára-quedas na posição servia para demonstrar que suas posições eram conhecidas pela OTAN. Já os navios franceses dispararam um total de três mil projéteis de 100mm e 76mm.

O USMC testou o lançador de foguetes HIMARS com foguetes guiados por GPS no navio anfíbio USS Anchorange em 2017. A munição GMRLS tem alcance de até 70km. O sistema Astros da Avibrás tem capacidade semelhantes com foguetes AV-SS-40G guiado por GPS e alcance de até 40km. O lançador poderia ser guardado no hangar de helicópteros e movido para o convoo para disparo. Se equipado com o míssil Matador seriam quatro mísseis por escolta.

Um canhão naval apoiando operações anfíbias pode ser usado para apoiar pequenas incursões anfíbias, desembarques anfíbios antes da artilharia desembarcar, apoiar retirada anfíbia após a artilharia reembarcar, reforçar a artilharia baseada em terra, e realizar ataques punitivos.

Os primeiros transportes de tropas eram armados para com canhões de 127mm ou 155mm dar apoio de fogo durante o desembarque. Os canhões podiam ser levados para a terra para defesa de bases. Os canhões também eram usados para autodefesa se o navio navegasse sem escolta. Eram instalados prioritariamente na popa para fugir e atirar ao mesmo tempo. Com a ameaça aérea aumentando começaram a receber mais canhões antiaéreos que substituíram a maioria das peças de maior calibre.

Durante o desembarque, a maior ameaça são casamatas na praia e tem que ser atacadas por um canhão de maior calibre de pelo menos 76mm. Um canhão estabilizado é necessário para disparar em mar agitado. Geralmente é uma missão das escoltas que protegem contra alvos em terra, no mar e no ar. Na Segunda Guerra usaram pequenos canhoneiras para se aproximar a cerca de 2 km da costa para apoiar as primeiras fazes do desembarque. Blindados anfíbios LVT também foram armados com peças de 37mm e 76mm para atacar posições defensivas mesmo antes de chegarem na praia.

A US Navy usava canhoneiros LCS para apoiar as operações de desembarque. Controlavam as vagas de embarcações de desembarque, lançavam cortina de fumaça e atacavam alvos na praia acerca de 2km. Eram equipados com lança-foguetes, morteiros, canhões de 76mm e armas antiaéreas. Contra as defesas pesadas dos japoneses os canhões de 76mm não foram muito eficientes e precisavam de peças mais potentes de 127mm dos contratorpedeiros.

A experiência no Pacífico mostrou que sempre sobra defesas na praia sobrevivendo aos ataques de artilharia inicial e precisam de navios para apoio de fogo direto de curto alcance. O navio tinha que ter blindagem leve e uma arma potente para atacar as casamatas. Sentiram falta de um radar anti-morteiro pois foi a principal causa de baixas.

Na Segunda Guerra, cada batalhão de fuzileiros era apoiado por um contratorpedeiro que dava apoio de fogo. O comandante do batalhão tinha comunicação direta com o navio e levava 2 a 3 minutos para responder ao pedido de apoio. Um cruzador cobria uma brigada/regimento e um couraçado cobria uma divisão, mas os pedidos demoravam de 10 a 15 minutos. Um radar anti-morteiro mostrou ser necessário nos navios fazendo apoio de fogo pois os morteiros eram a maior ameaça durante o desembarque.

Os foguetes de curto alcance eram usados em ataques pouco antes do desembarque para saturação de área. Demoravam a recarregar e por isso não eram adequados para as fases posteriores para tiro sustentado.

Devido a geografia do Vietnã, 80% dos alvos estavam no alcance dos canhões de 406mm dos couraçados classe Iowa (cerca de 32km). O uso de canhões de longo alcance poderia diminuir as baixas nos caças causadas pela artilharia antiaérea e mísseis SAM e o cenário foi considerado no projeto dos novos canhões pesados assim como o uso de munição guiada e mísseis. O alcance passou a ser necessário depois para poder disparar além do horizonte fora do alcance de mísseis baseados na costa. Apoiar assalto de helicóptero dentro da costa era outro motivo para investir na artilharia de longo alcance. O apoio aéreo acabou realizando a maioria dessas missões.

Contra ameaças de superfície de curto alcance, a razão de disparo era mais importante que o alcance. As lanchas torpedeiras geralmente disparam a menos de 4 km. Agora as ameaças podem ser lanchas com explosivos como lanchas suicidas ou drones de superfície. O contratorpedeiro USS Cole foi atacado por uma embarcação com explosivos no ano 2000 e uma fragata saudita foi ataca por três lanchas drone com explosivos em 2017.

Navios mercantes armados eram navios de transporte equipados com canhões para autodefesa contra piratas. Durante as guerras, os navios mercantes geralmente operam em comboios com escoltas, mas as vezes tinham que navegar sozinhos e tinham que ser rápidos. Na primeira Guerra Mundial, os cruzadores auxiliares eram mercantes armados usados ofensivamente como incursores mercantes, sendo usados principalmente pelos alemães. As vezes tinham até sucesso contra navios de guerra atacando de surpresa. Usavam mastros falsos, chaminés falsas e pinturas para esconder identidade. Os canhões ficavam escondidos para poder se aproximar da presa. Navios capturados e modificados eram mais fáceis de enganar o inimigo.

Os britânicos usavam os mercantes armados como escolta de comboios, mas depois foram convertidos como transporte de tropas. Os Q-ship eram mercantes armados usados como isca para os submarinos tentarem atacar na superfície e revidarem. Foram usados nas duas guerras mundiais. Cuba usa traineiras convertidas com armamentos como fragatas, incluindo torre de blindado T-55. Durante o conflito na Líbia em 2011, Kadafi usou mercantes com canhões para bloqueio de cidades pelo mar.

Uma versão navalizada do lança-foguetes Armadilho TA-2 poderia ser uma opção para armar um navio de apoio de combate. O lança-foguetes SCLAR-H ODLS da Leonardo pesa 2,4 toneladas carregado e serve para exemplificar como seria um Armadilho naval. O peso já permite levar dois lançadores no lugar de um canhão de 76mm que pesa 7,5 toneladas. Para comparação, um canhão Mk45 de 127mm pesa 21 toneladas e leva até 600 tiros no paiol.

Um lança-foguetes pode ter vários calibres como 70mm e 127mm, podendo chegar a potência de um canhão de 127mm, mas com um peso quase dez vezes menor. Os foguetes não causavam recuo e não precisam de reforço na estrutura. O foguete SS-30 de 127mm da Avibrás tem alcance de até 40km.

Uma vantagem do lança-foguete é poder disparar foguetes com kit de guiamento a laser. O Zuni Laser de 127mm e o APKWS de 70mm seriam bons exemplos. Um canhão de 127mm tem baixa probabilidade de acertar um navio a grande distância enquanto um foguete guiado teria alta probabilidade com um designador em um drone ou helicóptero. Os foguetes guiados seriam os mesmos que poderiam ser levados por um helicóptero embarcado permitindo a padronização da munição.

Nas missões de apoio de fogo naval pode ser necessário atacar defesas na praia e um foguete guiado de 127mm seria o mais indicado contra posições bem protegidas como casamatas. Durante a Segunda Guerra, os lança-foguetes mostraram serem ideias para fogo de saturação durante um desembarque anfíbio, mas demoravam para carregar, tinham pouca precisão e não eram adequados para fogo contínuo.

O SCLAR-H foi citado, mas a função principal é disparar foguetes de chaff e flares. O Armadilho naval também poderia ter esta função se o cenário exigir mais sistemas defensivos. Os primeiros lançadores de Chaff eram foguetes e lançadores de foguete de aeronaves com ogiva de Chaff como o foguete Zuni de 127mm. Foram usados para equipar escoltas atuando no Vietnã onde havia o risco de mísseis Styx lançados de baterias de mísseis na costa.

Um lança-foguetes é bem mais simples que um canhão automático e pode ser mais simples e barato de manter e operar. Os canhões Mk42 que equipava os contratorpedeiros da US Navy foram usadas para atacar alvos na costa do Vietnã do Norte. O Mk42 tinha uma falha em média a cada 20 tiros e levava entre 2 a 30 minutos para consertar. As peças de reposição demoravam 2 a 3 semanas para chegar. O procedimento era disparar apenas um canhão e se falhasse mudavam para outro enquanto a peça com defeito era consertada. O cano durava em média cinco dias, mas usavam 200% da vida útil. Os navios remuniciavam cada dois dias (600 tiros por peça) e demorava 3 horas para transferir a carga de munição dos navios de suprimentos.

Os canhões navais atuais podem disparar armas guiadas como a Vulcano italiana no calibre 127mm com alcance de 100km. Até um canhão de 76 mm pode disparar uma Vulcano a até 40 km de distância. Bastaria dois projéteis guiados para bater um alvo que precisaria de pelo menos 15 disparos com munição convencional a uma distância bem menor. As funções das tropas em terra seria fazer reconhecimento e indicar alvos ao invés de fazer ação direta com maior risco de baixas.

Lança-foguetes SCLAR. É um exemplo de como seria um Armadilho TA2 navalizado. O modelo mais simples do Armadilho naval poderia ser rebocado para o convoo para uso em missões de apoio de fogo naval.

A Avibras está desenvolvendo o Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300 Matador com alcance de 300km. Lançadores em contêiner poderiam ser instalados em um navio de apoio de combate para ataques contra alvos pouco defendidos na costa. Já os alvos bem defendidos precisariam de um submarino que teria capacidade de se aproximar e atacar sem risco de ser detectado. Os cenários seriam alvos fora do alcance da aviação baseada em terra como países na costa da África.

Um exemplo do uso de mísseis de cruzeiro contra alvos terrestre pode ser a incursão de retaliação dos EUA contra o Japão após o ataque a Pearl Harbour quando um porta-aviões americano lançou 16 bombardeiros B-25 contra ao Japão. Hoje poderia ser uma missão com mísseis de cruzeiro. A precisão dos mísseis atuais permite que os danos sejam até bem maiores que os bombardeiros da época que tiveram mais efeito psicológico do que estratégico. Na época os porta-aviões eram bem rápidos para fazer incursões contra alvos em terra se aproximando a noite e fugindo após o ataque. Um navio navegando por 6 horas a 40km/h pode se aproximar 250km e depois fugir a mesma distância durante a noite.

Cerca de 75% da população mundial vive a menos de 500 km do mar e 80% da produção industrial está localizada a menos de 200km da costa. Uma força naval capaz de operar próximo da costa com mísseis de cruzeiro é um meio de lançar ataques contra alvos estratégicos bem dentro do território inimigo.

Foram os mísseis de cruzeiro Tomahawk deram capacidade ofensiva para os navios que tinha sido perdida para os aviões embarcados. Foi uma resposta as grandes perdas de caças durante a Guerra no Vietnã. Os mísseis Harpoon também foram outra arma ofensiva das escoltas. Um Grupo Tarefa com navios equipados com mísseis de cruzeiro de longo força o inimigo a dispersar as defesas em terra ao invés de concentrar contra Grupo Tarefa com porta-aviões.

Testes do sistema HIMARS com foguetes guiados. Sem um lançador estabilizado para disparo no mar, um sistema de lança-foguetes fica limitado ao disparo de foguetes guiados capazes de corrigir a trajetória.

Um Contêiner com mísseis de cruzeiro KLUB pode ser instalado em navios mercantes para uso contra alvos em terra. O míssil Matador da Avibrás também poderia ser instalado em contêineres semelhantes para equipar um navio de apoio de combate.
 

A capacidade de ataque terrestre de um navio tem que incluir a capacidade dos meios aéreos embarcados. A Royal Navy usou o HMS Ocean, atual NAM Atlântico, como base de helicópteros de ataque Apache do Exército britânico. Os Apaches realizaram 48 saídas e dispararam 99 mísseis Hellfire, 4.800 tiros de canhão de 30mm e 16 foguetes de 70mm contra 116 alvos. Realizaram apenas 1,5% das saídas da OTAN, mas atingiram 18% dos alvos. Os alvos eram blindados T-72, Shilka, lançadores de foguetes BM-21, prédios e veículos 4x4 armados. Os Apaches operavam apenas a noite para evitar a ameaça principal que eram armas guiadas visualmente como a artilharia antiaérea e mísseis portáteis. Operavam sempre atrás das linhas para evitar fogo amigo. Eram lançados e recolhidos entre 30 a 50km da costa.

A França realizou missões semelhantes com um navio anfíbio da classe Mistral equipado com helicópteros Gazelle e Tigre armados com mísseis. Os franceses se concentraram na região de Breda contra alvos na costa. Os Gazelle usaram mísseis Hot e os Tiger usaram mísseis Hellfire.

A MB está equipando os helicópteros Wild Lynx com os mísseis Spike capazes de atacar alvos no mar e em terra. Outros helicópteros podem receber os Spike como os H-145, MH-16 e UH-15. Foguetes guiados a laser de 70mm são outra opção de arma guiada mais barata que os mísseis Spike. Para realizar missões próximo da costa seria ideal que a aeronave esteja equipada com sistemas defensivos como um alerta radar e alerta de aproximação de mísseis (MAWS). Os UH-15 são os únicos helicópteros da MB equipados com o MAWS.

HMS Ocean equipado com helicópteros Apache durante ações na Líbia em 2011. A FAB poderia fornecer os AH-2 Sabre para equipar o NCAM Atlântico para realizar missões semelhantes aos Apaches britânicos. Os helicópteros HH-60 da USAF estão no convés em alerta CSAR.

Helicóptero Lynx coreano equipado com mísseis Spike NLOS com capacidade de ataque contra alvos terrestres e marítimos. O US Army está equipando parte da frota de helicópteros AH-64 Apache com os Spike NLOS para atacar defesas aéreas.

As defesas antiaéreas de uma escolta dependem da ameaça esperada. Durante a Segunda Guerra, as escoltas operando no oeste e meio do Atlântico não tinham muita ameaça aérea. Perto da costa usavam até navios patrulhas leves na escolta de comboios. Já os contratorpedeiros operando no Mar Mediterrâneo tinha muita ameaça de aeronaves baseadas em terra, além de torpedeiros, e tiveram seus tubos de torpedos substituídos por artilharia antiaérea.

As escoltas atuais podem ser equipadas com mísseis de defesa de área ou de ponto. As novas corvetas classe Tamandaré serão equipadas com mísseis CAMM com capacidade de defesa aérea de área curta.

Os avanços tecnológicos permitiram miniaturizar os sistemas eletrônicos resultando em sensores e mísseis bem menores. Para exemplificar, as corvetas israelenses SAAR 5 com apenas 1.200 toneladas de deslocamento foram equipados com 16 mísseis Barak 8 para terem capacidade de defesa aérea de área, além de 32 mísseis C-DOME de curto alcance. A quantidade de mísseis permite até se defender de ataques de saturação.

As escoltas atuam em grupos e tem que considerar a capacidade dos meios de um Grupo Tarefa. Os navios costumam defender setores e um navio pode até coordenas as defesas de um setor.

Na Segunda Guerra Mundial, os canhões de 127mm tinham função dupla atuando contra alvos na superfície e antiaéreos. Seriam usados contra bombardeiros nivelados a média altitude ou contra aeronaves passando próximas para atacar outro alvo. As armas automáticas só eram úteis contra bombardeiros de mergulho ou torpedeiros voando bem baixo se usassem munição traçante ou com explosivo de tempo para dissuadir os bombardeiros de mergulho ou induzir a ataques prematuros. Na prática nem as defesas e nem as aeronaves conseguiam bons resultados.

Em 1940, a ameaça principal na guerra naval passou a ser os ataques aéreos. A primeira reação da US Navy foi armas or navios com canhões de 20mm e 40mm. Os Kamikases foram uma surpresa e levou os americanos a reforçar seus navios com peças duplas de 20mm e canhões quádruplos de 40mm. Os canhões de 76mm guiados por radar para disparo cego a noite só ficou pronto depois da guerra e era a principal reação contra os Kamikases. O calibre 76mm era a menor arma que podia usar espoleta de proximidade.

Os controladores aéreos nos Centro de Operação de Combate era outro recurso para direcionar patrulhas de combate aéreo contra as aeronaves inimigas. Os contratorpedeiros operando em pickets de radar a frente da frota tinham patrulhas de combate aéreo dedicadas para proteger o local.

A ameaça dos mísseis anti-navio apareceu ainda na Segunda Guerra e os canhões foram logo considerados obsoletos contra a nova ameaça, principalmente em caso de ataques de saturação. As duas torres duplas de 127mm da Classe Gearing com munição com espoleta de proximidade e com diretor de tiro por radar era letal contra uma aeronave da Segunda Guerra, mas contra um míssil anti-navio era estimado uma probabilidade de acerto de apenas 20%. Os navios da Classe Gearing modernizados com o padrão FRAM I na década de 1960 não tinham artilharia antiaérea e operariam apenas na retaguarda. A única defesa contra os mísseis Styx eram os interferidores ULQ-6. Já a classe Garcia recebeu um lançador Tartar com 16 mísseis no lugar de uma torre de 127mm e virou a classe Brooke dando capacidade limitada de defesa aérea para os contratorpedeiros de escolta.

Os canhões de 76mm foram substituídos pelos Sea Sparrow e Phalanx enquanto parte das torres de 127mm foram substituídas por lançadores de mísseis Tartar. Os mísseis Terrier foram projetados para equipar contratorpedeiros, mas ficaram muito grandes e só puderam equipar cruzadores. Responder a ataques de saturação exigia muitos mísseis e muitos radares diretores de tiro. Os Terrier foram substituídos pelos Standard que ocupavam menos espaço.



O canhão antiaéreo calibre 40mm é o padrão da MB.
A versão mais atual do Bofors 40 Mk4 tem opção de ser controlado direto da ponte de comando.


Outra possível missão de guerra convencional é a guerra de minas. Os contratorpedeiros da US Navy da Primeira Guerra foram convertidos para lançar minas durante a Segunda Guerra. Quatro navios eram usados para criar um campo minado. As minas foram a maior causa de baixas nos submarinos inimigos. Os contratorpedeiros também foram adaptados como caça-minas rápidos indo na frente da frota em locais com ameaça.

O convés flexível do Absalon pode levar até 300 minas e pode receber trilhos para lançamento de minas. Opcionalmente, Absalon pode levar drones ou embarcações caça-minas. A US Navy está usando os seus helicópteros MH-60S para caçar minas com casulos detectores de minas e um navio de apoio de combate seria uma das bases dos helicópteros.



Um LCS da US Navy lançando um drone caça-minas.

CUSTOS

Navios de apoio logístico usam padrões de fabricação civil ao invés do padrão militar resultando em um custo menor. Os navios da classe Absalon custaram US$ 333 milhões cada comparado com US$ 447 milhões de uma fragata FREEM francesa ou US$ 878 milhões da F125 alemã. Um navio comercial adaptado como o Prevail Multi-Role Vessel pode chegar a custar três vezes menos em relação a Absalon.

Para diminuir os custos, a primeiro abandonam os requisitos de proteção contra choque e explosão. Desde 1981, que a US Navy estudado padrões comerciais para sua frota de navios de apoio pré posicionados. A Royal Navy foi a primeira a implantar com o HMS Ocean (atual NAM Atlântico). Os navios de apoio múltiplo são relativamente grandes devido ao convés flexível e um navio maior absorve mais danos.

A MB planejava comprar cinco fragatas médias no programa PROSUPER. Quatro corvetas e três navios da classe Absalon poderiam custar aproximadamente o mesmo valor das cinco fragatas. Um grupo tarefa com três FREEM e um navio tanque poderia ser comparado com um grupo tarefa de três corvetas e duas Absalon. Por exemplo, o navio tanque não leva helicópteros enquanto as duas Absalon levariam até quatro helicópteros de médio porte como o MH-16 e UH-15 Caracal.

Outra justificativa para a operação de navios de apoio de combate pela MB é orçamentária. A MB já está com número reduzido de escoltas e precisa otimizar recursos. Se por um lado pode diminuir número de escoltas para missões de alta intensidade, por outro pode aumentar o número total de navios ao aproveitar os recursos disponíveis com meios mais simples e flexíveis para as missões de baixa intensidade de tempos de paz do dia a dia.

Para reduzir os custos, o melhor sistema de propulsão são os motores a diesel. Já a propulsão CODLAG (diesel e elétrica) tem a vantagem de diminuir em muito a assinatura acústica pois as engrenagens entre os motores e hélices causam muito barulho.

Os contratorpedeiros tinham que ser mais rápidos que os navios que escoltavam para poder manobrar ao redor e manter a posição. Com a ameaça de armas nucleares e dos mísseis anti-navio este requisito perdeu sentido com os navios ficando bem mais afastados e nem precisavam manter uma posição precisa.

Uma velocidade menor é um meio de manter os custos mais baixos. Com a metade da potência, um Fletcher tinha a velocidade máxima de 35 nós diminuída para 28 nós. Alcançar contatos submarinos distantes passou a ser trabalho para os helicópteros. Uma planta de propulsão menor permitia sobrar espaço para mais combustível nos contratorpedeiros de escolta

O mar agitado era outra limitação no desempenho dos contratorpedeiros. Durante a incursão contra Tóquio em 1942, o USS Hornet com suas escoltas de quatro cruzadores avançou na fase final a 28 nós, mas os seis contratorpedeiros ficaram para trás a 19 nós pois não podiam acelerar muito com mar muito agitado.

Um navio com hélice única é mais barato e foi implantado nas fragatas classe Perry da US Navy, além de dois motores auxiliares para operar lentamente durante a escuta com o sonar ou para voltar para casa em caso de dano nos motores principais. A experiência mostra que um navio com uma única hélice é apenas 3% menos confiável que um navio com duas. Um acerto por torpedo sempre danificava as duas hélices ou toda a propulsão em um contratorpedeiro. Dos 30 contratorpedeiros torpedeados na Segunda Guerra Mundial, 17 afundaram, 10 foram rebocados e três viraram sucata.

Os sistemas de armas de um navio de apoio de combate seriam pouco sofisticados para diminuir os custos. Para exemplificar, a MB comprou quatro canhões Otomelara 76mm com um custo de 7,5 milhões de Euros cada um. O tamanho do navio pode ser similar ao de um contratorpedeiro como a classe Absalon, mas as armas, sensores e sistemas defensivos seriam equivalentes a uma corveta mais simples ou um navio de patrulha oceânico. Se o cenário exige recursos mais sofisticados então tem que ser acompanhado por escoltas mais capazes.

A modularização é muito exigente em termos de treinamento. Pode ser necessário uma tripulação maior se revezando nas missões para treinar várias capacidades. Por outro lado, o número de meios para realizar uma vasta gama de missões pode ser menor. Por exemplo, as missões de guerra antisubmarino precisariam apenas de novos módulos de sonar e lançadores de torpedos. Os helicópteros embarcados poderiam ser o único recurso para guerra antisubmarino realizando busca e ataque assim como para guerra de superfície.

Os critérios para a escolha dos sensores, armas e sistemas defensivos de um navio de apoio de combate seria determinado pelo baixo custo e não pela capacidade. Os navios operam em Grupos Tarefas e tem que considerar a capacidade dos outros navios.

A grande maioria das missões citadas anteriormente, ou pelo menos as missões principais, são cenários de baixa intensidade e não precisam de meios sofisticados que podem e devem ser deixados para as escoltas.

Já na Segunda Guerra os navios eram equipados com um radar de busca de área e um de busca de superfície com menor alcance que também era usado para detectar aeronaves voando baixo.

O radar de busca não precisa ter alta capacidade, mas precisa ser capaz de detectar pequenos drones aéreos que estão se tornando uma ameaça cada vez mais frequente. A MB está desenvolvendo o radar Gaivota-X capaz de fazer busca aérea com alcance de até 200km. O radar foi testado em um contêiner no NDM Bahia. A MB estuda a capacidade de usar o radar para controle de tiro.

Um radar capaz de operar bem próximo do litoral deve ser capaz de detectar movimento em terra (veículos e pessoas), embarcações, detectar aeronaves e drones, e detecção de artilharia (foguetes, artilharia e morteiros).

Um radar com todas estas características seria interessante, mas são requerimentos as vezes incompatíveis. Radares de vigilância terrestre fazem vigilância na horizontal e podem ser usados para detectar drones voando baixo. Os alvos são extremamente lentos e podem ser frequentemente ocultos por obstáculos no terreno. Os radares de vigilância aérea têm que ter um bom alcance e serem capazes de detectar alvos voando alto. Já os radares de localização de artilharia têm que fazer uma varredura muito rápido em uma determinada área devido a grande velocidade dos projéteis. Já os radares de sistemas de defesa ativa cobrem uma área bem pequena ao redor do blindado, mas precisam varrer o local com muita frequência para detectar projéteis se aproximando a grande velocidade.

Radares definidos por software pode ser uma solução com o operador podendo determinar que tipo de alvo deseja. Por exemplo, um operador pode querer detectar apenas veículos no litoral ou embarcações ao redor enquanto outro quer apenas o quadro aéreo. Outra opção é um radar capaz de realizar apenas duas funções ao invés de todas. Ver todos os tipos de alvos pode resultar em excesso de informações para o operador.

Uma torreta FLIR de longo alcance com designador a laser agora pode ser considerado um item obrigatório. A torreta CORSED tem um FLIR de pontaria e pode ser usado como sensor. Uma estação de controle na ponte permite o uso como sensor noturno em mau tempo. Os óculos de visão permitem visualizar um grande navio a até 80km em tempo bom.

No caso do uso de sensores sofisticados, os sensores comprados para as novas corvetas classe Tamandaré seriam uma opção para equipar um novo navio de apoio de combate como o radar Artisan, a diretora de tiro STIR 1.2 e as alças optrônicas PASEO XLR. O Sistema de Controle Tático, Comando e Controle SICONTA Mk III do IPqM seria instalado no CIC.

A classe Absalon foi projetada com a capacidade de uma fragata.



A Ares produz o sistema CORCED equipada com um FLIR. As corvetas da classe Tamandaré serão equipadas com a torreta Sea Defender calibre 12.7 mm. A experiência dos blindados equipados com torretas remotas em combate no Afeganistão e Iraque mostrou que a pouca munição disponível era compensada pela grande precisão do sistema até contra alvos móveis.

Radar anti-drone RPS-42 de apenas 29kg capaz de detectar um micro drone a cerca de 5km e um drone médio a 23km. O RPS-42 também pode detectar um helicóptero a 25km, um morteiro leve a 5km, uma pessoa a 10km e um veículo a 25km. Quatro antenas permitem cobertura de 360 graus.


O projeto de um navio de apoio de combate dedicado tem a vantagem de ser projetado desde o início para ter formato furtivo. O formato furtivo da proposta da MMC é bem mais parecido com um navio de guerra. Os radares conseguem distinguir os alvos pequenos dos grandes facilmente. Os alvos principais são obviamente os de grande RCS. Com um pequeno RCS, o navio de apoio deixa de ser o alvo principal e vira um entre vários alvos. Alvos falsos com grande RCS podem ser bem atrativos. Um RCS menor também ajuda os sistemas de interferência eletrônica e os Chaff a enganar os radares.

A assinatura térmica pode ser diminuída com coberturas especiais que até diminuem o calor interno. Os sprinkler usados para apagar incêndios nas partes externas do navio podem ser usados em caso de ataque para diminuir a temperatura externa do navio no caso de ameaça de mísseis guiados por calor.

A ELEBRA fabrica o bloqueador ET/SLQ-1A que equipa as corvetas Barroso. Também recebeu o lançador de Chaff/Flare SLDM (sistema de lançamento de despistadores de mísseis). Os dois foram integrados com o Sistema de Controle Tático, Comando e Controle SICONTA MK.II que também recebe dados de um MAGE Cutlass B1BW que dá alerta de ameaças. Os bloqueadores e o MAGE são necessários contra ameaças de drones pois podem dar alerta da presença do link de comunicação e depois interferir nas comunicações.



A corveta Tamandaré será equipada com o lançador de Chaff/Flare TERMA C-GUARD.
 

As armas de um navio de apoio de combate teriam mais função defensivas junto com os sistemas eletrônicos. A primeira defesa a ser pensada em um cenário com maior ameaça é evitar o local. Se não for possível, o próximo passo é ser acompanhado por uma ou mais escoltas mais capazes.

O conflito no Iêmen é um exemplo de cenário de baixa intensidade com ameaça de mísseis anti-navio sem a expectativa de ataques de saturação. No dia primeiro de outubro de 2016, o navio de transporte rápido HSV-2 Swift foi atingido por um míssil C-802 disparado da costa do Iêmen enquanto realizava missões de ajuda humanitária.

Como reação, a US Navy enviou os contratorpedeiros USS Mason e USS Nitze além do navio anfíbio USS Ponce para a região. O Mason e o Ponce foram atacados no dia 9 de outubro no estreito de Bab el-Mandeb. O Mason disparou dois mísseis SM-2 e um ESSM contra os dois mísseis. Depois disparou engodos ativos Nulka. Foram dois mísseis disparados em um intervalo de seis minutos. O interferidor SLQ-32 deu alerta da presença de radares de mísseis e disparou foguetes de Chaff automaticamente. Um dos mísseis caiu a 19km e outro a 14 km após serem atingidos pelos mísseis SAM.

O Mason foi atacado novamente em 12 e 15 de outubro. No ataque de 12 de outubro, próximo a cidade de Al Hudaydah, dois mísseis foram derrubados a 13 km do navio. No ataque do dia 15 de outubro, o navio foi atacado por por cinco mísseis no norte do Mar Vermelho. O Mason disparou despistadores e vários mísseis SM-2 neutralizaram e interceptando os ataques.

No dia 13 de outubro os contratorpedeiros da US Navy já tinham atacado sites de radar em território controlados pelos Houti. Três sites foram destruídos com mísseis de cruzeiro Tomahawk para evitar que fizessem busca e indicação de alvos para os lançadores de mísseis.

O MV Ocean Trade do SOCOM tem como defesa apenas seis pedestais para metralhadoras e lança-granadas mais as armas das tropas embarcadas como fuzil de sniper, metralhadoras, canhão sem recuo Carl Gustav e mísseis Javelin.

O conceito de modularidade pode abranger também as armas de um navio de apoio de combate. As opções de armas provisórias mais sofisticadas que podem ser instaladas já estão disponíveis na forma de blindados como os Leopard 1, Guepard e Guarani com torre Remax do EB que ficariam no convés superior para defesa do navio contra ameaças na superfície e para ataque contra alvos na praia como no caso do Leopard e Guepard.

O USMC testou o uso de blindados LAV-25 contra ameaça de pequenas embarcações rápidas em navios anfíbios. Os testes incluíram o uso de snipers, veículos Humvee armados com mísseis TOW e os LAV-25. A US Navy usava mísseis portáteis Stinger para defesa dos seus navios de apoio. Nossas forças armadas tem a opção dos mísseis IGLA, RBS-70 e Mistral.



Danos no Catamarã Swift do UAE após ser atacado por mísseis anti-navio do Iêmen. Outros vídeos mostram pequenas lanchas de controle remoto atacando uma fragata saudita.

Blindado LAV-25 em um navio anfíbio da US Navy durante testes de defesa contra ameaça de embarcações rápidas.



Soldado do USMC operando um míssil anti-carro Javelin em um navio da US Navy operando na costa do Iêmen.



O navio australiano HMAS Kanimbla participou da Guerra do Golfo em 2003. Uma defesa do navio era um destacamento de mísseis RBS-70 do exército australiano similar ao usado pelo EB.

Lançadores de mísseis Stinger em um navio de apoio da US Navy. Já no inicio da década de 1960 havia propostas para substituir os reparos de metralhadoras calibre 12,7mm pelos mísseis Redeye.


Caso o navio seja projetado com defesas permanentes mais sofisticadas, o padrão da MB é usar canhões de 40 mm para se defender de alvos aéreos e mísseis. Podem ser usados também contra alvos navais como lanchas rápidas. As fragatas classe Tamandaré serão equipadas com um canhão Bofors 40 Mk4 enquanto o canhão Leonardo 76/62 mm pode ser usado contra alvos no mar, ar e terra. Estes canhões precisam de um radar de controle de tiro para serem efetivos o que poderia aumentar consideravelmente o custo de um navio.

Atuando como plataforma de helicópteros, podem ser considerados como armas ofensivas e defensivas. Os helicópteros podem ser armados com metralhadoras, casulos com foguetes não guiados, mísseis Spike e mísseis Exocet.



Helicóptero Lynx armado com uma metralhadora M3 calibre 12,7mm usado para apoiar missões de abordagem.
 

Conclusão

Os navios multiemprego são multiplicadores de força e podem maximizar a capacidade de qualquer Marinha, pela ampla diversidade de operações e missões que são capazes de executar. As opções de tamanho são bem variadas, indo desde um grande navio mercante adaptado como a classe Prevail, um navio bem armado como uma fragata com convés flexível como a classe Absalon e um navio de apoio logístico furtivo como o projeto da MMC. Os sistemas de armas também são bem variados em termos de capacidades e custos, variando desde uma fragata até o armamento mais simples de um navio patrulha. Até mais de um tipo de navio multipropótito pode ser adquirido para ampliar ainda mais a flexibilidade.

Os navios de apoio de frota de grande porte estão sendo chamados de navios de apoio conjunto (Joint Support Ship - JSS) para apoiar forças no mar, terra e no ar. Enquanto um JSS apóia a esquadra em operações de média e alta intensidade, um navio de apoio de combate apoiaria as missões de baixa a média intensidade liberando os navios mais capazes para as missões mais difíceis.
 

 

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